Governador eleito Carlos Moisés quando assumir, em janeiro, vai encontrar um déficit de 1,6 bilhão de reais nas contas do Estado e a previsão é que, em 2019, esse saldo negativo seja ainda maior em decorrência da destinação de mais 1 por cento no repasse à saúde e que atualmente é de 14%.
Esse balanço foi repassado a Carlos Moisés pela equipe técnica da Secretaria da Fazenda e o governador Eduardo Pinho Moreira durante a segunda reunião do comitê de transição realizada ontem no Centro Administrativo.
O secretário da Fazenda, Paulo Elí ressaltou, entretanto, que a estimativa do governo é que, ao final de dezembro,o déficit possa baixar para 700 milhões de reais.
Pinho Moreira disse que cortes de gastos, de gratificações, cargos comissionados e redução das Agências Regionais, ex-secretarias regionais, evitaram que o déficit anual chegasse a 2 bilhôes e 400 milhões de reais, valores que recebeu quando assumiu o governo em fevereiro deste ano.
A principal despesa é com a folha de pagamento, de agosto de 2017 a setembro de 2018 os gastos com pessoal, entre ativos e inativos, foi de R$ 10,7 bilhões. O Estado estava acima do limite legal estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal, comprometendo 49,73% da Receita Corrente Líquida (RCL) com a folha de pagamento. Hoje, Santa Catarina está no limite prudencial, comprometendo 48,63% da RCL.
As próximas reuniões serão realizadas, ainda esta semana, com as Secretarias de Estado da Administração (SEA) e do Planejamento (SPG).
“ Estamos trabalhando de forma muito transparente, clara e com muita boa vontade para que o novo governador tenha total conhecimento da estrutura administrativa”, disse o governador Pinho Moreira, acrescentando que “disponibilizamos dois espaços no Centro Administrativo que serão utilizados nas próximas reuniões de trabalho com a nova equipe”.