Demonstrando visão, liderança e papel protagonista para assumir responsabilidades ignoradas pelo governo da União, em relação à situação saturada e caótica do trânsito nas rodovias federais em Santa Catarina, o governador Jorginho Mello está pedindo a transferência de gestão ao Estado da BR-282.
Em outra ação prática e visionária, também relacionada ao conturbado sistema rodoviário federal, em outubro do ano passado, o governo catarinense lançou o plano de estudos técnicos para a construção de uma rodovia de 145,2 quilômetros, paralela à BR-101, entre Joinville e o Contorno Viário da Grande Florianópolis, trecho que sofre com grandes congestionamentos.
No caso da BR-282, o pedido do governo destaca a importância da rodovia para o estado e à falta de atenção às necessidades de manutenção, ampliação e melhorias da estrada por parte do Governo Federal.
DESCASO DE ANOS
Segundo o governador, o descaso para com a estrada já se arrasta há anos: “É por isso que nós estamos pedindo que o Governo Federal passe a rodovia para o Estado. A gente já cansou de pedir investimentos aqui. Agora deixa que a gente faz. Só estadualiza e passa o recurso da conserva que os investimentos, as novas pistas, a gente faz. Começando por locais onde a BR passa por cidades, locais urbanos, que precisam ter mais pistas para dar conta”, garantiu o governador Jorginho Mello.
O governador afirma que em determinados pontos a BR 282 tem aspecto de uma rua comum, de bairro, mas recebe tráfego de cargas e pessoas como uma rodovia de grande porte. A via, que corta o estado do Oeste ao Litoral, carece de investimentos para duplicação, revitalização, sinalização entre outras benfeitorias que façam jus a uma das principais economias do Brasil.
A BR-282 liga o estado do Oeste ao Litoral, passando pela Serra Catarinense. São quase 680 km de Florianópolis a Paraíso, no extremo Oeste, na fronteira com a Argentina. Atualmente, o trecho conta com apenas 4 km de duplicação, 0,5% de toda a rodovia.
A estrada, hoje federal, se destaca pela importância no escoamento da produção de dezenas de cidades catarinenses, mas também pelo turismo com a vinda de argentinos no verão e pela circulação rotineira de milhões de catarinenses que precisam se deslocar para a Serra e o Oeste catarinense.